
Wagnão,
Daniel e
Moses.
Se só o mencionar destes nomes em cadência faz tremer muito cidadão cumpridor da lei, ordem e bons costumes, imaginemos o estado de espírito dos adversários do
Estrela amadorense quando têm o desprazer de olhar para as suas fronhas...
O pior desta situação? Este trio da Buraca não defrauda expectativas. Está no relvado para fazer precisamente aquilo que poderiamos pensar à primeira vista. Intimidação. Terror. Medo. Uma força bárbara que não se refreia. Um trio ensemble sedento de uma nota sangrenta que não os saciará. Semear o pânico? Certamente.
Aqueles que gostariam de se refugiar na sua cobarde realidade alternativa podem tirar o cavalinho da chuva:
-"Ah, aquele gentil senhor com 1,90m de altura, 2,30m de largura e cara de personagem secundária num filme do Chuck Norris até pode ser boa pessoa. Não sejamos preconceituosos. Concerteza que até tocará sonatas de Schubert num delicado fliscorne.", segredou o inocente gladiador
Tonel a
Polga as suas impressões sobre
Moses dois minutos antes deste lhe deslocar a clavícula à dentada.
Porém, nem tudo é chapa quatro com estes senhores. Também nos é presenteada, embrulhada com um papel festivo e atada com um laçarote extremamente fofuxo, a doce ironia que por demasiadas vezes transforma o Mundo da Bola numa caixinha de surpresas: O brasileiro Duda precisou de sair do
Porto para o Boavista para ser campeão.
Ah não, isto não tem nada a ver...afinal aqui não há ironia nenhuma. É que estes três estarolas da Buraca têm mesmo ar de seguranças de discoteca, apesar de serem eles quem arma a bela bronca na dita cuja.

Ei! Alguém falou em "bronca na discoteca"? É que seria capaz de jurar que já vi o prodigioso guri
Leandro Lima a cantar alegremente essa cançoneta em qualquer lado.
Ah não, é aquele gajo que tem um penteado igual ao dele, mas que canta o clássico intemporal
"Puta Vida, Merda Cagalhões". Que curiosamente foi o que
Wagnão disse ao último pobre tolo que tentou passar por ele em velocidade...antes de lhe arrancar o nariz à cabeçada, claro.
Sábias palavras.